Como age a polícia
Quando chega às delegacias de polícia uma nova queixa de desaparecimento de pessoas, antes de saírem a campo os investigadores realizam um trabalho interno.
Nos dias seguintes ao registro é feita uma consulta telefônica aos familiares do desaparecido. O objetivo, segundo o delegado assistente do DHPP, Roberto Bononi, é complementar os dados colhidos no dia do registro da ocorrência. "Uma simples conversa informal quase sempre pode dar pistas importantes para iniciar a busca e entender as causas do desaparecimento", avalia.
Após a conversa com os familiares, o trabalho interno continua com uma pesquisa no sistema, para verificar se a pessoa desaparecida consta em cadastros de hospitais, IMLs ou até mesmo de outras delegacias.
Depois do confronto de dados, após no máximo uma semana, é emitida uma ordem de serviço e os investigadores saem a campo em busca do desaparecido. O modo de atuação varia de caso para caso.
Projeto de Lei
Um projeto de lei de autoria da deputada petista Maria Lúcia Prandi vem facilitando o trabalho das autoridades policiais na busca a desaparecidos. Desde 99, hospitais, prontos-socorros e hospitais psiquiátricos são obrigados a comunicar o DHPP ou às delegacias de polícia mais próximas sobre a entrada de pessoas em estado inconsciente, de perturbação mental ou impossibilitadas de se comunicar.
A mesma obrigatoriedade é aplicada aos IMLs. Estes devem submeter cadáveres não identificados a fotografias e à identificação datiloscópica.
Depois do confronto de dados, após no máximo uma semana, é emitida uma ordem de serviço e os investigadores saem a campo em busca do desaparecido. O modo de atuação varia de caso para caso.